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II_Encontro_CEF

 

Em 22 de junho e 2017, a Caixa Econômica Federal realizou o II Encontro de Marketing Promocional, no CICB, em Brasília. Participaram do evento, além dos representantes da REPCO/CEF (Representação de Promoções Comerciais da Caixa Econômica Federal), também os responsáveis pela COGPS/SEAE/MF (Coordenação de Governança de Prêmios e Sorteios da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda), Consultores, Agências e Anunciantes.

No evento foram apresentadas as novidades dos sistemas informatizados de autorizações, utilizados pelos dois Órgãos Autorizadores das promoções.

A nova versão do SIPMC (Sistema Informatizado de Promoções Comerciais) da Caixa traz, como principais novidades:

  1. Possibilidade de cadastramento da promoção pelo procurador, sem a necessidade da interferência direta do cliente final (empresa promotora);
  2. Maior facilidade para o upload de documentos;
  3. Ao acessar o sistema, o procurador já contará com uma lista das empresas promotoras para as quais já prestou serviços, facilitando assim o cadastramento dos dados do cliente;
  4. Da mesma forma, ao cadastrar um novo pedido de autorização, o sistema identificará os documentos ainda válidos, dispensando o seu reenvio;
  5. Outra facilidade muito importante é que, a partir de 17/07/2017 (sem pensar que 7 é um número cabalístico), a taxa de fiscalização será emitida por meio de um boleto de arrecadação do padrão FEBRABAN, ou seja, será possível pagá-la em qualquer banco ou mesmo pela Internet.

Como resultado, o Sr. Adilson Carrogi informou que as autorizações solicitadas pela nova versão do SIPMC (que nós podemos chamar de 2.0), poderão ser emitidas em até 3 (três) dias após o protocolo.

Quem se lembrar do meu texto de novembro da 2016, vai constatar que os dois maiores dificultadores da aceitação do SIPMC foram solucionados, exatamente conforme nós, do mercado, solicitamos à Caixa, quando do evento de lançamento do Sistema, em 26/10/2016.

Na sequência, a SEAE/MF apresentou a sua versão do sistema, denominado SCPC (Sistema de Controle de Promoções Comerciais), que deverá exercer a mesma função, porém para as promoções da qual participem empresas do setor financeiro. Entendemos que vale destacar aqui algumas diferenças em relação ao SIPMC:

  1. O SCPC tem um mecanismo de verificação automática de consistência da promoção cadastrada que, segundo o Sr. Ricardo Xavier, identificará eletronicamente itens da promoção que podem impedir a autorização;
  2. Outro item é um Plano de Operação padronizado, que deverá ser preenchido pela promotora ou por seu procurador;
  3. O sistema traz, ainda, a padronização dos formatos de identificação de ganhadores, para as operações de sorteio pela Loteria Federal;

Entendo que não será possível avaliar o SCPC sem que tenhamos utilizado a ferramenta para alguns processos. De início, tendo a achar que algumas mecânicas serão difíceis de cadastrar, em virtude das padronizações, no entanto, não há como afirmar isto agora.

Após as apresentações, aconteceu um painel, do qual participaram os senhores Edilson Carrogi (CEF), Rodrigo Hideki (CEF), Ricardo Xavier (SEAE), Luiz Werneck (IWRCF) e eu, Antonio Salgado (ASPN Soluções Legais). Neste painel discutimos os problemas atuais das autorizações e suas possíveis soluções. Dentre as questões abordadas, alguns temas merecem destaque:

  1. Limite do valor máximo dos vale-brindes, assunto sobre o qual houve um consenso de que o ideal seria chegar ao limite de isenção da tabela progressiva do Imposto de Renda, que hoje é de R$ 1.903,98; sendo oficializada esta alteração, o que esperamos venha a ocorrer, além do aumento substancial do valor máximo do brinde, ficaria criado um fator de indexação automático, que seria a própria tabela do IR, reajustada ano a ano;
  2. Promoções Globais, assunto que, embora seja visto como uma necessidade real do mercado, ainda deverá ser estudado pelos Órgãos Autorizadores, sem previsão de finalização;
  3. Campanhas de Incentivo, cuja definição está bastante clara para a CEF, mas ainda depende de uma manifestação final da PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional), que analisa consulta conjunta da CEF e da SEAE; por enquanto a recomendação é de que se peça autorização para todas as campanhas de incentivo que envolvam pessoas sem vínculo empregatício DIRETO com a promotora, se realizadas por meio de sorteio, vale-brinde ou concurso (modalidade onde se enquadram os rankings);
  4. Ajuste de condutas entre CEF e SEAE que, embora estejam trabalhando muito próximos, ainda têm entendimentos divergentes sobre vários temas, sobretudo mecânicas assemelhadas, o que tem provocado dúvidas e inseguranças no mercado, na medida em que podemos encontrar indústrias realizando promoções com mecânicas que a SEAE não aprova para instituições financeiras, ou vice-versa;

Cabe aqui o reconhecimento à estas equipes da Caixa Econômica Federal e da SEAE pela visão de mercado e pela porta de diálogo com as empresas que foi, definitivamente, aberta.

Vale também o reconhecimento à AMPRO pelos mesmos esforços de busca de entendimentos que, do nosso lado, resultaram na mudança da imagem de dificuldade de diálogo que, até então, permeava o mercado.

Agora cabe a nós a função de tornar o Marketing cada vez mais Live!